Quando o ritmo das cidades abranda e os termómetros sobem, o ecossistema da comunicação transforma-se. A este período, marcado pelo recuo da agenda política e institucional, chamamos tradicionalmente silly season. A perceção geral é a de que o país entra em pausa. No entanto, para o marketing territorial, esta leitura não podia estar mais errada: o verão é a janela de maior relevância estratégica do ano para as regiões.
A grande vantagem desta época reside na mudança de recetividade do público. Envolvidas no ruído diário ao longo do ano, as pessoas procuram agora conteúdos que apelem à desconexão, à descoberta e à emoção. É o momento perfeito para afastar as marcas territoriais da rigidez institucional e aproximá-las das comunidades através dos seus ativos mais valiosos: o património, a gastronomia, a natureza e as histórias locais.
Além disso, o verão traz um fenómeno emocional único: o regresso às origens. Com a chegada de turistas e o retorno dos emigrantes, os territórios comunicam com um público que já tem uma ligação afetiva ao lugar. Potenciar esta ligação através de proximidade permite não só promover o turismo imediato, mas também fixar a reputação da região a longo prazo.